Você já viveu esse “momento mãe”? Seu bebê acabou de completar um ano. Ontem eles eram seu anjinho, sorridente e feliz. Mas hoje, eles estão tendo um acesso de raiva por não poderem tocar no controle remoto ou por morder e bater quando um brinquedo lhes é negado. Você fica se perguntando: “Eu criei um filhote de urso?”
Não entrar em pânico! E não se precipite em rotular seu filho como “mal-humorado”, uma “máquina de bater e morder” ou “difícil de lidar”.
O período de “explosão emocional” após um ano é um marco natural no desenvolvimento do seu filho. Este artigo abordará:
- Por que os bebês com cerca de um ano de idade de repente demonstram emoções tão grandes?
- Por que eles batem e mordem?
- O que os pais podem fazer para manter a calma sem cometer mau comportamento?
- Como você pode nutrir a estabilidade emocional e os limites nesta fase?
1. Não se preocupe – é um sinal de despertar emocional, não uma falha de personalidade
Após o primeiro aniversário, os bebês entram em um período de intensa sensibilidade emocional. A parte do cérebro responsável por expressar emoções, conhecida como“sistema límbico”, torna-se mais ativo, enquanto a “área de controle racional” ainda está em desenvolvimento.
Então, quando você vê seu bebê batendo, mordendo, jogando coisas ou gritando, ele está basicamente dizendo:
“Agora tenho sentimentos, mas não sei como expressá-los ou administrá-los!”
Isto é como uma comporta se abrindo sem válvula. Não são eles que “atuam”, é só que ainda não têm as ferramentas para expressar suas emoções de outras maneiras.
- Eles ainda não entendem que “bater em você dói”.
- Eles não sabem como dizer: “Não gosto disso”.
- Eles descobriram que “morder funciona!” e pode pensar: “Uau, isso provoca uma reação!”

Portanto, as explosões emocionais em seu filho de um ano não se devem a um “mau temperamento”, mas são simplesmente um sinal de que seu sistema emocional está se conectando. Esta fase é chamada de “período de despertar emocional”, um marco fundamental do desenvolvimento.
2. Por que os bebês batem e mordem? É a imaturidade do cérebro em jogo
(1) O sistema de expressão ainda está em desenvolvimento
As competências linguísticas ainda não melhoraram, por isso têm dificuldade em comunicar. Você pode ouvi-los dizendo “ahh, ahh” ou “wah, wah”, mas o que eles realmente querem dizer é:
- “Estou com raiva!”
- “Estou chateado!”
- “Eu só quero aquele brinquedo!”
Mas como não conseguem dizê-lo, recorrem a ações físicas.

(2) O controle de impulso é quase inexistente
Demora até cerca dos quatro anos para que as crianças desenvolvam o controle adequado dos impulsos, o “sistema de freio” em seu cérebro. Nesta fase, o seu filho de um ano reage instantaneamente, sem parar para pensar. Não é que estejam sendo desobedientes; só que o cérebro deles não está pronto para o autocontrole.
(3) Sobrecarga Sensorial e Limites Indefinidos
Você pode pensar que eles não entendem muito, mas na verdade ficam impressionados com sons, emoções e informações sensoriais. Sem limites claros, é provável que expressem a sua frustração através de comportamentos agressivos, como bater ou morder. Por exemplo, quando estão infelizes, mordem ou batem, chamam a atenção e pensam: “Isso funciona, vou tentar de novo!”
3. Cinco sinais típicos de despertar emocional: o que os pais muitas vezes interpretam erroneamente como “mau comportamento”
(1) Acessos de raiva frequentes e rejeição de tudo o que você diz
Quando você diz “esquerda” e eles vão “direita” ou “não” e eles insistem em “sim”. São eles começando a praticar a independência – é o surgimento de suasenso de identidade.
(2) Bater, morder ou empurrar outras crianças
Pode parecer que eles estão intimidando outras crianças, mas eles simplesmente não conseguem dizer “Eu quero aquele brinquedo” e recorrem a ações físicas.

(3) Dizer “não” a tudo
“Não quero usar isso”, “Não quero escovar os dentes”, “Não quero biscoitos”. Eles não estão recusando tudo; eles estão aprendendo como se afirmar. Este é o primeiro passo no estabelecimento de limites.
(4) Escalada de conflitos
Ontem jogaram brinquedos; hoje, eles batem ou mordem. Não se trata de ser “mau”, é o cérebro deles testando como você responderá.
(5) Rápido para chorar, Rápido para parar
Eles choram em um minuto, depois param e começam a tocar no minuto seguinte, deixando você perplexo. Isso se deve ao seu subdesenvolvimentoregulação emocionalsistema.

4. Como os pais devem responder às birras e à agressão?
A chave é reconhecer suas emoções, estabelecer limites claros e fornecer formas alternativas de expressar emoções.
(1) Reconheça suas emoções sem julgamento
Você pode dizer:
- “Você está com raiva, não está?”
- “Você não quer que ninguém leve seu brinquedo, certo?”
- “Você quer a atenção da mamãe, não é?”
Isso não significa ceder ao comportamento; é simplesmente deixá-los saber: “Eu entendo o que você está sentindo”.
(2) Estabeleça limites: as emoções estão bem, mas o comportamento tem limites
“Você pode ficar com raiva, mas não pode bater.”
“Você pode chorar, mas não pode morder.”
Isso os ajuda a aprender que emoções e ações são separadas.
(3) Oferecer ações alternativas
- Quer morder? “Aqui está um anel de dentição.”
- Quer bater? “Tente bater neste travesseiro.”
- Sentindo-se frustrado? “Vamos gritar ‘Estou com raiva!’ juntos.”
Isso não os está “distraindo”; está ensinando-lhes outras maneiras de lidar com suas emoções.
(4) Revisão após o evento
Após o incidente, você pode dizer: “Você mordeu seu irmão porque queria muito brincar com o brinquedo dele, não é? Da próxima vez, digamos ‘É a minha vez!’
(5) Respostas Consistentes
Seja consistente. Se você impedi-los de bater hoje, não ria amanhã. A consistência os ajudará a compreender os limites e a se sentir seguros.

5. Três perguntas comuns que os pais fazem – respondidas
Q1: Morder significa que meu bebê tem uma “má natureza”? Eles intimidarão os outros mais tarde?
Não. A maior parte do comportamento agressivo em crianças pequenas é simplesmente resultado de habilidades de comunicação e regulação emocional subdesenvolvidas. Com orientação adequada, eles se tornarão mais empáticos e aprenderão o autocontrole.
P2: E se eles continuarem me batendo depois que eu disser para não fazerem isso?
Pare-os com cuidado, crie alguma distância e repita o limite: “Não bata. Preciso me proteger. Vamos nos acalmar”.
Q3: Devo confortá-los quando choram por muito tempo?
Sim, você pode confortar suas emoções, mas não mude as regras. “Você pode chorar e estou aqui com você, mas esse comportamento não é permitido.”
6. Lembrete final: o que parece “mau temperamento” é na verdade “desenvolvimento da personalidade”
Não se preocupe com as explosões emocionais do seu bebê. O que realmente está acontecendo é que eles estão aprendendo a compreender e a se expressar. Suas emoções são sinais, não sinais de um problema.
Após o primeiro ano, essas explosões na verdade significam:
- “Eu tenho meus próprios pensamentos agora!”
- “Eu quero que você me entenda!”
- “Estou me tornando eu mesmo!”
Então, lembre-se: “Não estou aqui para controlar suas emoções. Estou aqui para te ensinar como lidar com elas”.