Uma mulher com uma rara alergia a exercícios compartilha sua luta, pois os exercícios desencadeiam reações graves e erupções cutâneas, colocando em risco sua saúde.
Allie, 35 anos, proprietária de umsalão de beleza, começou a se exercitar regularmente para se manter saudável e manter a aparência. Mas ela rapidamente percebeu que permanecer saudável poderia trazer perigos inesperados.
Primeiros sinais de problema
Um dia, em janeiro, depois de correr apenas 100 metros com seu personal trainer, Allie notou erupções cutâneas vermelhas brilhantes espalhando-se por seu rosto, pescoço, orelhas, costas e peito.
Allie não tinha ideia do que estava acontecendo, então ela visitou seumédico de família. O médico sugeriu que ela poderia terurticária induzida por exercício(EIU), uma condição rara em que os pacientes desenvolvem erupções cutâneas, coceira e vermelhidão durante ou após o exercício.
Diagnosticado com uma alergia rara

Outros testes confirmaram que ela tinha uma condição alérgica rara desencadeada por exercícios. A causa exata permaneceu obscura, possivelmente ligada ao aumento da frequência cardíaca ou à temperatura corporal elevada. Manter-se saudável através do exercício tornou-se subitamente um desafio.
Allie compartilhou sua experiência online, mostrando seus lábios inchados e erupções vermelhas no pescoço. Ela admitiu que o medo de reações futuras era avassalador.
Jornada de condicionamento físico inicial
Allie se juntou a umacademiaano passado e rapidamente me apaixonei pelo treinamento físico. Seu personal trainer a convidou para se preparar para uma corrida na lama em julho. Durante um curto teste de 100 metros, sua pele reagiu imediatamente. Em poucos minutos, seu peito e parte superior do corpo estavam cobertos de erupções cutâneas vermelhas brilhantes, com coceira intensa.
Só depois de consultar os médicos é que Allie compreendeu a gravidade da sua condição. Ela agora incentiva outras pessoas a levarem a sério quaisquer sintomas alérgicos incomuns e procurarem atendimento médico.
Vivendo com medo de reações

Allie teme que mesmo pequenos exercícios possam desencadear reações alérgicas graves ou anafilaxia, que podem ser fatais. Recentemente, ficar parada em uma padaria causou dormência nas orelhas e inchaço facial, exigindo tratamento de emergência.
Apesar disso, ela se recusa a abandonar totalmente os exercícios. Ela evita exercícios aeróbicos e aumenta o descanso durante o treinamento de força para controlar sua condição.
Ajustando o treinamento para segurança
Allie explica que ela deve ajustar seus planos de treino meticulosamente, garantindo que sua frequência cardíaca permaneça dentro de limites seguros. Até mesmo caminhar ou subir escadas pode desencadear os sintomas. Viver com medo constante de crises é estressante e os médicos permanecem incertos sobre sua condição.
Não é o único caso

Allie não está sozinha. Em 2013, uma mulher chamadaCássiadesenvolveu reações induzidas por exercícios aos vinte anos. Frequências cardíacas aceleradas ou suor causavam inchaço nos olhos, urticária e obstrução da garganta, tornando atividades comuns como correr ou perseguir crianças potencialmente perigosas.
Outras alergias raras
As reações alérgicas podem vir de fontes incomuns. Por exemplo,Geórgiaem Londres sofre de hipersensibilidade à progesterona, reagindo aos aumentos hormonais naturais antes da menstruação.
Outros casos raros incluem:
- Penfigoide gestacional, onde as mulheres grávidas apresentam reações graves ao feto.
- Urticária ao frio, obrigando os pacientes a permanecerem em ambientes acima de 24°C.
- Síndrome de ativação de mastócitos, onde os pacientes reagem a quase todos os alimentos, necessitando de nutrição intravenosa.
- Urticária aquagênica, onde a exposição à água representa riscos fatais.
O valor da saúde

Esses casos nos lembram que simplesmente ser uma pessoa saudável e normal já é uma bênção. Gerenciar alergias raras e ao mesmo tempo manter a boa forma exige vigilância constante, adaptabilidade e apoio dos profissionais de saúde.